domingo, 27 de fevereiro de 2011

Na VeRticaL DA tuA MásCArA

Visionei por de trás daqueles imunes pedaços de metal, distraindo-me.
Fui ao inverso, daquela cara estrondosa, verticalmente oposta aos meus sentidos dilatados.
Aquela pequena imperfeição de máscara, a que me elimina por fora e me analisa por dentro.
A que estranha a minha presença, e evita o meu odor.
A que me telefona quando permanece instável após a contradição de gestos apetecíveis.
A que distrai a música ao seu passar permanentemente na perdição da cabeça.
A que gera os segundos, ataca os minutos, acaba com as horas, suicida o tempo.
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A cabeça, está sobreposta ao chão regelado
Os três pedaços de metal devolveram-se ao vazio.

2 comentários:

  1. Necessito da máscara de material metal frio.
    Não me é suficiente.
    Necessito de um congelar resfriado da mente e do corpo.
    Não é uma solução.
    Necessito então de um novo ouvir, cheirar, respirar, sentir, viver …

    Piso este teu chão vertical e aqui deixo pedaços da minha sombra para que um dia os encontres e os consigas reconstruir num escasso limite do tempo 3.

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