Foi como voltar a respirar. Lembrando-me da fotografia pouco nitida de como é possuir um espelho que reflecte a nossa imagem do sexo oposto.
Uma sombra contada, uma sombra protegida pelos meus braços sensiveis e minúsculos, uma sombra agitada, triste, enrraivecida, inocente.
Aleatoriamente escassa, francamente decifrada, altamente amada, rapidamente assustada, fortemente encontrada pelos caminhos ocorrentes apagados da minha solidão.
Salvou-a do prédio, salvou-o da linha, resgataram-se, uniram-se por todas as parecenças, importando-se somente com o egoísmo visionário, variado entre a morte e o suicidio.
O espelho ao inverso da imagem, no momento. No mesmo quarto. Dormiam. Rodeados de visões, de cores neutras, de palavras decifradas pelas lágrimas abatidas. Dois corpos em 00.23
É sempre bom encontrar alguém do outro lado do espelho, que nos afigure, por essa razão é aprisionar e não o deixar estalar até quebrar.
ResponderExcluir… uma sombra ainda existente e que continuará, vertendo matérias fecais provenientes da sujidade que aparecerá no longo caminho, mas que espero que com o passar do tempo recue ou se altere para um solo com uma pitadinha de cor.
Hoje essa fotografia a 2 que possuis é nítida por inteiro e espero que assim permaneça.